5.29.2006

* Da roupa de couro

A roupa de couro, dependendo, é das mais acinturadas. Acentuados mais para pele do que o próprio tecido.
Esse tipo esconde e protege o corpo de quem usa, usa com uma outra idéia de vestido. A gente usa, tapando e deixando buracos finos arredondados por argolas largas. Não fornece visão ampla. Uma mão na cintura, um brinco a mais na mão que sobe até encontrar alguma parte e amostra. Uma visão da sola do sapato que combinado com a roupa leva (leve) os corpos para os lugares. A noção de cintilante ubiqüidade, de alguém que se virou e aspirou a purpurina de propósito para ficar sem ar. Os andantes rebolam em câmera lenta. Ninguém agüenta essa influência e a cidade aumenta o caos.

** De revólver (devolver) na cintura


As mulheres têm as cinturas mais finas do mundo. As mulheres têm as cinturas mais femininas. As mulheres sempre olham para cima e do outro lado da rua. Uma mulher não fica assim, nua. Uma cintura captura e disputa disparando a atenção. Acinturados sejam sem que fossem acetinados. Aguçados o carinho, de fora, olhando. Ao vestir-se de couro o apanhadouro é mais leve e serve de proteção. Teoricamente não. Doeria. E na prática se aumenta a razão do amor se a pele ainda consegue ser macia. Lentamente (lente) aspiradores cirúrgicos com frasco coletor ocuparão apenas os espaços de um corredor.





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